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Hipertensão Arterial - Fernando Nobre*

A hipertensão é um dos mais importantes fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardíacas e vasculares. Em aproximadamente 1 milhão de mortes no Brasil, 300 mil são em decorrência de doenças cardiovasculares. Desse número a grande maioria tem na hipertensão o mecanismo desencadeante. Uma pessoa hipertensa está sujeita ao dobro da chance de ter um infarto do coração e ao triplo de ser acometida por um derrame cerebral. A Hipertensão foi, direta ou indiretamente, responsável por mais de um milhão de internações hospitalares, contabilizando um total de gastos equivalente a mais de um bilhão e trezentos milhões de reais, segundo dados do sistema único de saúde, em 2005. Dentre as primeiras causas de afastamento do trabalho, temporário ou definitivo, está a Hipertensão Arterial. A prevalência de Hipertensão Arterial na população adulta brasileira está em torno de 25% o que equivale em números absolutos algo como 30 milhões de pessoas acometidas pela doença. Devemos, ainda, acrescentar a esse alarmante contingente em torno de 5% das crianças e adolescentes, população na qual, sobretudo pelo impróprio estilo de vida atual, esses valores vêm crescendo ultimamente. A doença é problema de saúde pública, democraticamente distribuída em todas as faixas etárias, condições socioeconômicas, etnias e idades. Na população em geral os indivíduos com valores de pressão iguais ou superiores a 14 x 9 cm de mercúrio serão considerados hipertensos. O diagnóstico da Hipertensão Arterial está entre os procedimentos médicos de melhor custo-benefício, considerando que possibilita a instituição do tratamento e as vantagens dele advindas. Se de um lado há perversas repercussões sobre a saúde cardiovascular em decorrência da hipertensão, de outro o tratamento é muito eficaz na redução da mortalidade e das complicações a ela atribuídas. É possível estabelecer o tratamento por duas formas frequentemente complementares: mudanças de estilo de vida, interferindo sobre fatores que contribuem para o aparecimento da doença ou seu agravamento quando já presente e por meio de medicamentos. Esses, cada vez mais eficazes e com perfil de efeitos adversos muito semelhantes ao placebo, em boa parte das vezes. Um conjunto de recomendações práticas, aplicáveis à população em geral, pode ser assim proposto: meça a pressão rotineiramente – não menos que uma vez ao ano; mantenha-se com peso apropriado à sua estatura (a relação entre o seu peso pelo quadrado de sua altura em metro deverá ser igual ou próxima de 25 kg/m2); faça atividades físicas regulares orientadas e apropriadas; evite o excesso de sal (uma regra prática e saudável é que uma família com 5 adultos gaste, no máximo, 1 kg de sal por mês, equivalente a 6 g por dia por pessoa); não abuse do álcool já que quantidades maiores que 1 cerveja, 240 ml de vinho ou 2 doses de bebida destilada concorrem para aumento da pressão. Cigarro deve ser evitado, senão por todos os outros males causados por ele, porque também eleva a pressão. Lembre-se não há consumo seguro para o tabaco. Evite até quando possível o estresse. A essas medidas, sempre sob orientação médica, poderão ser acrescidas prescrições de medicamentos com o intuito de se obter o adequado controle da pressão arterial e os benefícios que isso traz. Regra geral: Cuide-se bem e viva melhor. Você pode. *Fernando Nobre Presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão. Doutor em Medicina pela Universidade de São Paulo. Coordenador da Unidade de Hipertensão da Divisão de Cardiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto. Fellow of American College of Cardiology e European Society of Cardiology. Formato: Letras tipo Arial, formato 12, espaço duplo. 530 palavras. 2829 caracteres sem espaço 3350 caracteres com espaço



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