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Denervação renal é uma opção nova e promissora para pacientes com hipertensão resistente

Há cerca de três anos um procedimento invasivo, parecido com um cateterismo, conhecido como denervação renal por ablação foi desenvolvido para ajudar pacientes que sofrem de hipertensão resistente, isto é, pacientes com pressão alta que mesmo com o uso de 3 medicamentos não apresentam controle. No Brasil, poucos centros estão iniciando projetos de pesquisa para avaliar os efeitos do procedimento, enquanto aguarda-se liberação da ANVISA para que o mesmo possa ser realizado como tratamento em pacientes brasileiros com hipertensão resistente. Há um ano, este procedimento foi realizado pela primeira vez em uma paciente brasileira com hipertensão resistente, após parecer favorável de Comitê de Ética, visto a gravidade da doença, e os resultados serão apresentados no Congresso da Sociedade Brasileira de Hipertensão.

O método desativa os nervos simpáticos renais através de cateteres que irão queimar a artéria do rim diminuindo os estímulos dos nervos para o órgão. “Esse sistema age no controle diário da retenção e eliminação de líquidos e sal, tendo influencia direta na pressão arterial frente às nossas necessidades; quando ele está ativado acima do normal faz com que o rim diminua seu funcionamento e por consequência retenha uma quantidade maior de sal e água”, explica o Dr. Bortolotto, membro da Sociedade Brasileira de Hipertensão e médico brasileiro que acompanhou a realização do primeiro procedimento realizado no país feito por uma equipe especializada. De acordo com o especialista apenas pacientes com hipertensão resistente que tomam quatro ou mais medicamentos por dia são indicados para realizar o procedimento. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão taxa de hipertensão crônica na população brasileira varia de 10% a 20%, e cerca de 15% destes pacientes podem ter hipertensão resistente. “É importante lembrar ainda que a pessoa não cura a doença com o procedimento, pois a hipertensão não tem cura. Mas levará uma vida com mais qualidade, diminuição no número de medicamentos e um valor de pressão mais controlado”, ressalta o médico.

A primeira paciente brasileira a passar por esse procedimento sem complicações teve uma melhora significativa, reduzindo-se o número de medicamentos de 7 para 5 e os níveis de pressão caíram de 200/120 para 162/100. “Apesar de a pressão continuar alta, a redução foi expressiva e fez uma enorme diferença para a paciente que leva uma vida com mais qualidade. Por isso, a técnica é promissora para esses casos mais graves”. Durante o XX Congresso da Sociedade Brasileira de Hipertensão, o australiano Markus Schlaich e o alemão Erwin Blessing, dois dos maiores especialistas nesse tipo de procedimento, ministrarão conferências esclarecendo as principais vantagens e novidades do método. Sobre o Congresso Principal evento do segmento na área, o Congresso da Sociedade Brasileira de Hipertensão visa preparar os profissionais da saúde para os novos tempos. Em sua 20° edição, o evento aborda os temas relacionados ao manejo da Hipertensão no séc. XXI, além de novas tecnologias e tratamentos que estão começando a ser agregados ao tratamento e diagnóstico da hipertensão arterial.

Serviço:

XX Congresso da Sociedade Brasileira de Hipertensão

Data: 02 á 05 de agosto

Local: Centro de Convenções Rebouças, São Paulo, SP.



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