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O que Portugal pode ensinar ao Brasil sobre redução do consumo de sal pela população

Considerado um dos principais vilões quando o assunto é hipertensão, o sal está presente cotidianamente na alimentação dos brasileiros, que ingerem duas vezes mais o ingrediente do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Estudos realizados em países ocidentais mostram que entre 60% e 80% do consumo de sal provém dos alimentos industrializados, de restaurantes e cantinas, enquanto apenas 30% vêm do consumo doméstico. Durante o XXII Congresso Brasileiro de Hipertensão, realizado em Salvador (BA), será apresentado estudo de caso inédito realizado em Portugal que demonstra a prevalência, conhecimento da doença pelo paciente e controle da hipertensão em um período de duas décadas, entre 2003 e 2012, intervalo de tempo em que foram tomadas importantes iniciativas governamentais para a redução do consumo de sódio no País, entre elas a criação de leis que estabelecem limites máximos ao teor do sal no pão, bem como orientações para a rotulagem de alimentos pré-embalados destinados ao consumo humano.

De acordo com os resultados do estudo que será apresentado, além de redução do consumo de sódio pela população em 10%, o tratamento e controle da pressão arterial obtiveram melhoras significativas, assim como os níveis pressóricos em geral foram reduzidos, esse resultado é em parte atribuído a redução da ingestão de sal e também ao trabalho educativo realizado no país. De acordo com Dr. Fernando Pinto, da Sociedade Portuguesa de Hipertensão e um dos médicos responsáveis pelo estudo, ainda há muito trabalho a ser feito, já que está entre os mais elevados da Europa (10,7 mg por dia), - o dobro do que é recomendado pela OMS -, assim como no Brasil, que fica em torno de 12 mg/dia. “Provavelmente porque partilhamos alguns hábitos alimentares que apesar de terem evoluído de formas distintas, têm nas suas raízes comuns, por exemplo, o elevado consumo de pão e de embutidos”, explica ele.

“O paladar brasileiro foi acostumado a grandes quantidades de sal desde a infância, que não se percebe mais o quanto nossa comida é salgada, portanto, é preciso que sejam tomadas medidas eficazes para educar a população sobre os perigos deste consumo excessivo”, explica Dr. Roberto Franco, presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão.

 

Sobre a Sociedade Brasileira de Hipertensão

A Sociedade Brasileira de Hipertensão é uma Sociedade Civil sem fins lucrativos, que trabalha com o objetivo de estimular o intercâmbio de informações e a pesquisa (básica, clínica e epidemiológica) sobre a hipertensão arterial e as moléstias cardiovasculares entre cientistas e profissionais da saúde brasileiros. Ela incentiva jovens cientistas e médicos a desenvolverem pesquisas em hipertensão arterial, além de educar sobre os aspectos da hipertensão e as moléstias cardiovasculares. Promove ainda a detecção, o controle e a prevenção da hipertensão e outros fatores de risco cardiovascular na população brasileira.

 

Serviço:

XXII Congresso Brasileiro de Hipertensão e XX Congresso da Sociedade Interamericana de Hipertensão (ISH)

Local: Pestana Bahia Hotel - Rua Fonte do Boi, 216 - Rio Vermelho, Salvador - BA

Data: 14 a 16 de agosto

Horário: A partir das 8hrs



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