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Mudança no tratamento de hipertensão para idosos torna metas mais tolerantes

De 13 a 16 de agosto, acontece o principal evento voltado à hipertensão no País. A cidade de Salvador (BA) recebe o XXII Congresso Brasileiro de Hipertensão e o XX Congresso da Sociedade Interamericana de Hipertensão (ISH) reunindo os mais renomados especialistas do mundo para discussão sobre a doença. Durante o evento, os principais especialistas mundiais em hipertensão discutirão as mudanças na diretriz americana principalmente, e as diferenças com as diretrizes anteriores, e como e se elas podem ser aplicadas à realidade da população hipertensa no Brasil.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão, houve importantes alterações no que diz respeito as metas e tratamento da doença, como uma maior tolerância nos níveis de controle da pressão para idosos e idosos diabéticos. “A diretriz mostrou um posicionamento mais conservador com os hipertensos, onde cada caso é avaliado individualmente e a meta aceitável é um nível de pressão abaixo de 140/90 mmHg ou ”, explica Dra. Frida Plavnik, diretora científica da SBH. Segundo ela, está é mudança importante que precisa ser amplamente discutida, já que atualmente cerca de 50% dos idosos no Brasil são hipertensos. Além disso, o limite para inicio do tratamento farmacológico foi reavaliado.

Nas edições anteriores qualquer indivíduo com pressão arterial acima de 140/90 mmHg deveria iniciar um tratamento medicamentoso, com a nova diretriz o limite para pessoas acima de 60 anos subiu para 150/90 mmHg. Esse posicionamento deve-se a constatações de que para essa faixa etária começar a tratar a pressão alta em um nível mais baixo não traz benefício adicional, além de o paciente poder sofrer com perda de qualidade de vida, e maior número de efeitos colaterais. “As novas recomendações são muito relevantes para a comunidade científica que lida diretamente com a hipertensão e como as mudanças são significativas haverá uma ampla discussão com membros das comissões internacionais, para que se chegue a um consenso para uniformizar esse cenário”, aponto Dr. Roberto Franco, presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão.

Responsável por 9,4 milhões de milhões de mortes no mundo, segundo levantamento da Organização Mundial da Saúde, a hipertensão arterial atinge cerca de 30% da população brasileira. Além disso, a hipertensão é responsável por 40% dos infartos, 80% dos acidentes vascular cerebral (AVC) e 25% dos casos de insuficiência renal terminal.



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